Brasil, em pós-producção
curta-metragem, ficção
direção: Cristiano Abud e Rodrigo Araújo Baiano
SINOPSE
PATROCINADORES
Sobre O SONEMISMO
o sonemismo
Som e espaço formam um importante par no nosso ambiente quotidiano:
Nenhum som existe fora do espaço, nenhum espaço é realmente silencioso. Som e espaço reforçam-se mutuamente na nossa percepção, as características de um espaço afetam a forma como percebemos o som da mesma forma que as características do som afectam a maneira como percebemos um determinado espaço. Espaço e som são indissociáveis, conseguimos dimensionar espaços atraves do som, perceber, imaginar.
O som sempre esteve presente, foi parte fundamental em todas as etapas da evolução humana, talvez pela forma como ele afeta o nosso corpo e principalmentenossa funções cerebrais.
Geralmente o desenho dos espaços é guiado pelo elemento visual, só após o surgimento dos conceitos da arquitectura aural, que estuda a relação entre o desenho de estruturas arquitectónicas, sua acústica e suas interações com o homem. Cada espaço desenhado e construído tem o seu enquadramento sonoro específico, definidos por uma série de fatores principalmente pelo desenho e material; utilizado.
o sonemista
_o outro, sempre eu e o outro e as coisas, sempre eu, o outro e as coisas entre a gente, a gente dentro das coisas, ou muitas coisas dentro da gente, a gente passando pelas coisas, outros evitando as outras coisas, as coisas passando pela gente
_aquele que quer a verdade sem véus deve procurar esses segredos por conta própria e fazer todos os esforços para obtê-lo
_a “vidinha” é uma convivência assassina.
_dos trinta em diante tudo é muito diferente, o outro, as coisas, os nossos sentidos eles começam a tirar prazeres indizíveis das coisas, é como cair numa epifania, é revelar a quantidade de “eu” dentro desse envólucro imprevisivel corpo, é como sair do espaço e penetrar no tempo, é descobrir uma outra dimensão além do coração, braços, pernas, cabeça, unha, cabelo, é algo mais denso e intenso, pulsante, papel em branco.
_ja percebi os limites, andei sobre eles, me interesso sobre a distância necessaria entre eu e o outro e tambem das coisas, ja sei das tempestades e da fúria, e para onde vão suas correntezas, e como quem se salva de uma grande catastrofe, é hora de se autocartografar, de construir sua própria vida, de escolher os nossos proprios limites, redesenhar o destino, deslizar em ondas quãnticas, no epontâneao.
_é no tempo que nos destilamos, nos deslocamos, apuramos
_passei da reta a curva, prefiro qualidade a quantidade, prefiro o tempo, esse abismo amigo
_estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Ha tempos não convivia com pessoas tão covardes e tão comodistas. ambulantes de carona no proprio ser, incapazes de correr um risco, turma do “tá tudo bem”, alcançadores de compromissos, mela-cuecas, romanticidas.
_ninguém aceita a paixão pura, a tristeza, o medo, o custo, o desequilíbrio, o amor, a saudade sem fim, mando lembranças ao amor, e confesso que sei que ja quase ninguem se apaixona de verdade, já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, o amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
_O amor é um estado de quem se sente é a nossa alma a desatar a correr atrás do que não sabe.
_a realidade pode matar, um único momento e já basta, o coração apanha-se para sempre.
_O coração guarda o que nos escapa das mãos. E durante toda a vida, quando não esta lá quem ou o que se ama, não é isso que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
_amar é não se ter, querer é não guardar
_fico seguro agora pois sei que nunca vou te perder
FICHA TÉCNICA
Gênero: Drama
Ano de lançamento: previsto 2012
Formato de Exibição: sem informação
Formato de Captação: RED 4k
Janela: 1:85
Som: Dolby 5.1
EQUIPE TÉCNICA
Produção: ABUZZA FILMES
Direção e roteiro: Cristiano Abud e Rodrigo Araújo Baiano
Produtor: Guilherme Fiúza
Direção de Fotografia: Alexandre Baxter
Montagem: Rodolfo Buaiz
Direção de Arte: Renata Martins
Figurino: Ricca
Técnico de Som: Alexandre Bonfim
ELENCO
Odilon Esteves (Sonemista)
Alexandre Vanconcelos (Publicitário 1)
Felipe Vaz (Publicitário 2)
Camila Buzelin (Publicitária 3)
Bruno Borges (Amigo da faculdade)
PROTAGONISTA
No cinema, atuou nos longas “Batismo de Sangue” (2006), de Helvécio Ratton; “O Senhor do Labirinto” (2010), de Geraldo Motta; “Matraga” (2009) de Vinícius Coimbra; e protagonizou “Deserto Azul”, de Éder Santos, (filmado em 2010, em finalização), além de diversos curta-metragens. Na televisão interpretou a travesti Cíntia na minissérie “Queridos Amigos” (2008), de Maria Adelaide Amaral com direção de Denise Saraceni, produção TV Globo; e o sertanejo Riobaldo em “Sertão: Veredas” (2008), baseado na obra de Guimarães Rosa, direção de Willy Biondani, produção Bossa Nova Films.
É membro-fundador da Cia. Luna Lunera, de Belo Horizonte/MG, com a qual realizou os espetáculos “Perdoa-me por me Traíres” (2000-2003) de Nelson Rodrigues, direção de Kalluh Araújo; “Não desperdice sua única vida” (2005-2006), dramaturgia colaborativa, direção de Cida Falabella; e “Aqueles Dois” (2007-2011), a partir do conto homônimo de Caio Fernando Abreu, espetáculo no qual assina a codireção com outros quatro codiretores. Dirigiu também o espetáculo “Para se morrer no meio-fio” (2006), no Projeto Ilhas Livres, da Caixa Clara, BH/MG.
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