Roda de Samba
Programa de TV

Com Moacir Luz e o
Samba do Trabalhador
Samba. Suor. E cerveja. Moacyr Luz comanda a melhor roda de samba do Rio de Janeiro. É uma verdadeira enciclopédia musical. Entre uma música e outra, muitas histórias. A cada programa, um grande mestre do samba homenageado.
Autor de mais de 150 composições gravadas por Maria Bethânia, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Leny Andrade e Leila Pinheiro, entre outros. Moa lançou, em 2009, o seu nono CD – “Batucando” – com participações de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione, Ivan Lins, Luiz Melodia, Mart’nália, Martinho da Vila, Wilson das Neves e Tantinho da Mangueira.
Moacyr Luz é o responsável também pela criação de uma das mais legítimas manifestações culturais do Rio: o “Samba do Trabalhador”"”, roda de samba que, há quatro anos, é realizada em horário inusitado,nas tardes de segunda-feira, que chega a receber até 2 mil pessoas.
José Flores de Jesus, ou como ficou conhecido, Zé Ketti, nasceu em 1921. Aos 16 anos começou a frequentar a Portela. Paixão que o acompanhou a vida toda. Autor de músicas inesquecíveis como A Voz do Morro, Ascender as Velas, Máscara Negra, Mascarada e Opinião.
Atuou em diversos filmes de Nelson Pereira dos Santos no final da década de 50. Participou do conjunto A Voz do Morro, ao lado de grandes nomes como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento. Em 1964, estrelou o espetáculo Opinião, de forte conotação social, como grande parte de sua obra, juntamente, com Nara Leão e João do Vale.
Carlos Cachaça, ou Carlos Moreira de Castro, nasceu em 1902 perto do atual Morro da Mangueira. Sua família foi a primeira a morar no morro. Aos vinte anos, conheceu Cartola e tornou-se seu melhor amigo, cunhado e grande parceiro. Ao lado dele, fundou o bloco dos Arengueiros, que deu origem a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
Foi compositor e presidente de honra da Mangueira. Compôs clássicos do samba brasileiro como Alvorada, Quem me Vê Sorrindo e Não Quero Mais Amar a Ninguém.
Angenor de Oliveira nasceu em 1908 e faleceu em 1980. Aos onze anos, mudou-se para o morro da Mangueira. Logo, conheceu Carlos Cachaça, amigo, parceiro e cunhado. Foi um dos fundadores da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e responsável por suas cores, verde e rosa.
Na década de 30, teve alguns sambas gravados. Desapareceu por quase dez anos, sendo redescoberto por Sérgio Porto. A década de 60 marca o ressurgimento de Cartola, abre o mitológico resutaurante Zicartola egrava o primeiro disco Fala, Mangueira!. Compôs verdadeiros clássicos como Alvorada, As Rosas Não Fala, A Vida É um Moinho e O Sol Nascerá.
Nasceu em 1936 no Rio de Janeiro é considerado o maior baterista brasileiro de todos os tempos, reconhecido nacional e internacionalmente. Sua Escola de Samba e grande paixão é a Império Serrano. Iniciou sua carreira como músico em meados da década de 50. Tocou com os maiores nomes da MPB, como Elis Regina, Elza Soares, Elizeth Cardoso, Wison Simonal e Chico Buarque.
Em 1996, iniciou sua carreira como intérprete, ganhou o prêmio Sharp como revelação e foi indicado ao Grammy Latino. Seu grande parceiro é Paulo César Pinheiro, com quem compôs o clássico O Samba É Meu Dom.
Ataulfo Alves de Souza nasceu em 1909 e morreu em 1969. Aos dezoito anos, deixou sua cidade natal Miraí (MG) e foi para o Rio de Janeiro com a família. Foi um dos primeiros compositores brasileiros a gravar suas músicas. O auge de sua carreira foi entre as décadas de 1940 e 1950.
Sempre elegante e refinado, regia seu famoso conjunto e suas pastoras, com um lenço branco, sua marca registrada. Recebeu inúmeros prêmios ao longo de 35 de carreira. Compôs clássicos como Ai, que Saudades da Amélia, Mulata Assanhada, Na Cadência do Samba e Bonde de São Januário.
Noel de Medeiros Rosa nasceu em 1910 e morreu em 1937. Morou a vida toda em Vila Isabel. Tornou-se o Poeta da Vila e, para muitos, o maior compositor brasileiro de todos os tempos. Foi um dos primeiros músicos a subir o morro em busca de inspiração e de novos parceiros.
Transformou a música brasileira ao cantar de forma bem humorada o cotidiano do povo, os maus governos, a falta de dinheiro, a fome e a marginalidade. Compôs clássicos como Fita Amarela, Último Desejo, Com que Roupa?, Três Apitos e Palpite Infeliz.
Antônio Candeia Filho nasceu em 1935 no Rio de Janeiro e faleceu em 1978 na mesma cidade. Desde cedo, frequentou rodas de samba acompanhado por seu pai e por Paulo da Portela, João da Gente, Claudionor e Zé da Zilda. Foi o maior nome do partido alto, tradição que defendeu até o fim da vida. Seu samba-enredo Seis Datas Magnas,
composto aos 17 anos, para a Portela venceu o carnaval de 1953, o primeiro a receber nota máxima. Ganharia também os carnavais de 1957 e 1959.
Suas músicas foram gravadas por grandes nomes como Elizeth Cardoso, Elza Soares, Clara Nunes, Alcione e Beth Carvalho. Foi parceiro de Cartola, Paulinho da Viola, Noca da Portela, Monarco e Martinho da Vila.
Nelson Antônio da Silva nasceu em 1911 no Rio de Janeiro e morreu em 1986. Aprendeu a tocar cavaquinho de forma autodidata e desenvolveu um jeito peculiar de fazê-lo, usando somente dois dedos. Boêmio inveterado, frequentador da Lapa, amigo de valentões. Era comum o sambista se apresentar, gravar e dar entrevistas bêbado. Amigo de Zé com Fome (Zé da Zilda), Carlos Cachaça e Cartola, mudou para a Mangueira em 1952.
Na década de 60, integrou o conjunto A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento. Compôs clássicos como A Flor e o Espinho, Folhas Secas, Juízo Final, Pranto de Poeta e Vou Partir.
João Rubinato nasceu em 1910 e morreu em 1982. Verdadeiro multiartista, foi compositor, cantor, humorista e ator. Apelidado de Noel Rosa Paulista, suas músicas tinham como marcas registradas o caráter tragicômico da vida e o sotaque do bairro do Brás. É um símbolo do samba paulistano.
Suas músicas foram imortalizados pelo conjunto Demônios da Garoa. Compôs os clássicos Prova de Carinho, Samba do Arnesto, Saudosa Maloca, Tiro ao Álvaro e Trem das Onze.
Nasceu em Ubá no ano de 1903 e morreu no Rio de Janeiro em 1964. Mudou-se para o Rio para estudar direito em 1921. Iniciou sua carreira fazendo fundo para o cinema mudo enquanto estudava. Foi compositor, pianista, locutor de rádio e apresentador de TV. Ficaram famosas suas transmissões de jogos do Flamengo – usava uma gaita para comemorar os gols do rubro-negro e ficava mudo quando a defesa era vazada.
Suas músicas tornaram-se símbolo do Brasil no exterior. São de sua autoria os clássicos Aquarela do Brasil, É Luxo Só, Na Baixa do Sapateiro e Na Batucada da Vida, No Rancho Fundo.
Carlos Alberto Ferreira Braga nasceu no Rio de Janeiro em 1907 e faleceu em 2006. Foi compositor, autor, cantor, roteirista e produtor. Compôs cerca 400 músicas, talvez seja, a maior obra da nossa MPB. Adotou o nome artístico de João de Barro por pressão familiar. No começo da carreira, chegou a interpretar músicas ao lado de Almirante e de Noel Rosa.
Escreveu roteiros para musicais do cinema brasileiro estrelados por Carmem Miranda. Grande compositor de marchinhas carnavalescas que marcaram época como Touradas em Madrid e Pastorinhas. São de sua autoria os clássicos Balancê, Chiquita Bacana, Copacabana, Laura e Yes, Nós Temos Bananas.
Nasceu em 1905 na cidade de Niterói e morreu em 1978 no Rio de Janeiro. Fundou a primeira Escola de Samba do Rio de Janeiro, a Deixa Falar, no Estácio de Sá. Já na década de 30 seus sambas faziam sucesso nas vozes de Francisco Alves e Mário Reis. Foi parceiro de Bide, Nilton Bastos e Noel Rosa.
Depois de algum tempo de ostracismo, retomou a carreira na década de 50 e participou dos shows O Samba Nasce no Coração e O Samba pede passagem. Compôs os clássicos Antonico, Nem É Bom Falar, Para me Livrar do Mal, Se Você Jurar e Tristezas Não Pagam Dívidas.
A Abuzza Filmes é uma produtora de cinema, fundada pelos cineastas Cris Azzi, Cristiano Abud e Guilherme Fiúza em 2007. Em três anos de atividade, produziu e lançou um documentário de longametragem, quatro curtas, entre eles o premiadíssimo Os Filmes que Não Fiz, de Gilberto Scarpa, e um piloto de série de animação para o programa AnimaTV, da TV Cultura.
Desenvolve inúmeros projetos atualmente, com destaque para o documentário O Samba É Meu Dom e a série de televisão Genial!,dirigida por Cris Azzi e Gilberto Scarpa, com estreia prevista para setembro no Canal Brasil.
Trabalha no mercado audiovisual desde 2000. Roteiriza e dirige vídeos institucionais, documentários e filmes de ficção. Em 2003, estreou na direção com o documentário O Amanuense e os Grafômanos. Roteirizou o longa-metragem de ficção 5 Frações de uma Quase História, premiado como Melhor Roteiro no 12th Brazilian Film Festival Of Miami, e dirigiu um de seus episódios, “Título Provisório”, com Leonardo Medeiros. Realizou a pesquisa e coordenou a execução do documentário de longa-metragem Descaminhos além de dirigir um de seus episódios, “Baiminas”. O documentário ganhou os prêmios de “Melhor Documentário Latino-americano” no Docupolis International Documentary Festival e “Prêmio Especial do Júri” no Festival de Mannheim- Heidelberg, ambos em 2007.
Em 2009, lançou o curta Bala na Cabeça. Atualmente, dirige o documentário O Samba É Meu Dom, sobre o músico Wilson das Neves.
(31) 9208 8160
abud@abuzza.com.br
Iniciou sua atuação na área do Audiovisual em 1993 trabalhando na área de produção. No ano seguinte, começa a trabalhar como Assistente de Direção com os seguintes diretores Helvécio Ratton, Nelson Pereira dos Santos, Tizuka Yamasaki, Sylvio Back e Sergio Machado. Em 2003 retorna a àrea de Produção como Produtor Executivo nos longas “Depois Daquele Baile”, de Roberto Bomtempo, e Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton.
O ano de 2004 marca sua estréia como diretor de ficção com o curta-metragem fui!!! e em 2006 dirige um episódio do longa ficcional 5 Frações de Uma Quase História. Atualmente, prepara-se para dirigir seu primeiro longa solo O Menino no Espelho, baseado na obra homônima de Fernando Sabino.
(31) 3309 8160 / (31) 9237 1261
guifiuza@abuzza.com.br

